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Por que a infraestrutura é o segredo da riqueza dos países

A qualidade da infraestrutura é decisiva para o movimento eficiente de pessoas e produtos. Como mostra o mais recente ranking global do World Economic Forum (WEF), países com boa infraestrutura tendem a ser mais competitivos e, portanto, mais ricos e com melhor qualidade de vida para a maioria da população.

Os três continentes da infraestrutura

O mapa-múndi foi redesenhado com apenas três continentes, representando três estágios civilizacionais dos países e tomando como base a influência da qualidade de suas estradas, portos, aeroportos e transporte urbano.

CONTINENTE DE ALTA COMPETITIVIDADE E INFRAESTRUTURA DE ALTA QUALIDADE

Neste continente, as exceções confirmam a regra segundo a qual mobilidade
= competitividade = riqueza. A França na posição 7 em infraestrutura figura apenas em 22 no ranking geral. Na mesma situação de país com excelente infraestrutura (posição 8), mas não tão bem na classificação geral (posição 26), está a Coreia do Sul. No caso da França e da Coreia do Sul, o fato de serem países com ótima infraestrutura salvou-os de sair do grupo de países de alta competitividade em um ano que perderam pontos valiosos por políticas macroeconômicas inadequadas. Já a Noruega, que está na posição 34 em infraestrutura e bem melhor no ranking geral (20), é uma exceção de outro tipo. Não tivesse o país ainda consideráveis deficiências de infraestrutura, mostra o estudo do WEF, poderia ter conquistado três posições acima da que foi classificada.

CONTINENTE DOS PAÍSES MEDIANOS NO RANKING GERAL

Onde se situa o Brasil

Continente dos países medianos no ranking geral (onde se situa o Brasil)
Nos últimos três difíceis anos para a economia do Brasil, a infraestrutura segurou o país, evitando que despencasse ainda mais no ranking. No estudo de 2017/2018 do WEF, o Brasil ocupa a posição 80 no ranking geral, tendo apenas 57 países do mundo em pior situação. A infraestrutura brasileira, porém, teve classificação melhor do que o país como um todo, ficando na posição 73. Brasil, Marrocos, Croácia, Uruguai, Montenegro e Sérvia têm infraestrutura melhor do que o país como um todo (listados da melhor para a pior classificação).

CONTINENTE DOS PAÍSES COM SEVERAS DEFICIÊNCIAS DE INFRAESTRUTURA

São os últimos colocados no ranking geral do World Economic Forum 2017/2018.

Menos do que deveria

Esta tabela mostra o percentual acumulado de gastos com investimentos em infraestrutura nos últimos cinco anos. A AL investe pouco. O Brasil, menos ainda, pois nossa média de investimentos em infraestrutura é de pouco mais de 2% do PIB (Dados da CNI).

Mobilidade = competitividade = riqueza

As concessões aumentam a competitividade do Brasil

A edição mais recente do ranking de competitividade do World Economic Forum (WEF), divulgada em setembro de 2017, coloca o Brasil na posição 80 entre 137 países. De acordo com relatório, fora as exceções de qualidade de serviços, em especial naqueles sob regime de concessão, nossos portos, estradas e aeroportos precisam melhorar radicalmente para que o Brasil possa avançar mais rapidamente. A ampliação pelo Governo Federal do programa de concessão é a única maneira de atrair os investimentos necessários para dotar o Brasil da infraestrutura imprescindível para o aumento da competitividade da economia em termos globais. São Paulo saiu na frente nesse quesito e serve de modelo para o Brasil. Desde 1998, quando teve início o programa de concessão realizado pelo governo estadual paulista, cerca de 7,2 mil quilômetros de rodovias já foram concedidos à iniciativa privada. Depois de receberem um investimento total de mais de 110 bilhões de reais, as estradas paulistas figuram entre as melhores do Brasil e do mundo.

Segundo a pesquisa anual da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), das 20 melhores rodovias do Brasil em 2017, 18 fazem parte do programa de concessões do governo paulista, enquanto a Rodovia dos Bandeirantes, administrada pela concessionária CCR AutoBAn, foi considerada a melhor do país pelo sexto ano consecutivo. As rodovias concedidas à iniciativa privada atingem rapidamente padrões de qualidade e segurança capazes de satisfazer as mais estritas exigências internacionais. Para os aeroportos brasileiros, o regime de concessão tem tido o mesmo efeito de aumento da qualidade e de satisfação dos usuários.

Com o início do programa de concessões em aeroportos realizado pelo Governo Federal, em 2011, alguns dos principais aeroportos do país, como Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ) e Confins (MG), passaram a ser administrados por operadores provados. Desde então, esses aeroportos destacam-se como os melhores do país e do mundo, segundo pesquisas de satisfação feitas com visitantes estrangeiros durante os grandes eventos internacionais que o Brasil sediou, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.